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quem fica parado é poste
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da indignação à resignação à indignação

Vejam só: a juventude da capital mandando seu recado para a classe política. Enquanto em todos os Estados aumentou o número de jovens que tiram o título sem serem obrigados, aqui na verdade houve um recuo, se considerarmos que a população nessa faixa de idade cresceu mais que 0,1%.

Enquanto se tem uma forte campanha pelo voto nulo nessas eleições, nesse caso está valendo mesmo é o não-voto, que é um recado que também merece atenção.

É engraçado perceber que não é um fenômeno nacional, mas muito especificamente do DF, onde se tem uma juventude com alta escolaridade, alto acesso a informações e, principalmente, mais proximidade que qualquer outra juventude aos órgãos que cuidam da organização política do país.

Diz um lugar comum que rejeitar a política é se alienar. Mas será que a atitude mais "consciente", ao invés do voto, não seria uma recusa, uma rejeição? Ainda mais nesse caso. Será que na verdade não é mais "ingênuo" do que "consciente" dar crédito ao nosso sistema político?

E, se nessa democracia liberal o máximo que se consegue ter como direito é "escolher" um candidato como se escolhe um produto, porque não defender o boicote?

PS: sobre o voto nulo, vale a pena acessar o blog www.votosnulos.blogspot.com ;)

August 5, 2006 | 8:39 PM Comments  16 comments

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política faz sentido?

Hoje li um artigo do João Sayad, que aprecio bastante. Seu texto, na onda de 80% dos artigos sobre política escritos no últimos 7 meses, trazia um sentimento de falta de rumo político.

Bem, não é novidade alguma essa falta de rumo, que parece que assola uma boa turma desde a quada do Muro de Berlim...

Cada vez mais a crença (pra evitar a prostituída "esperança") de ter um encontrado um caminho, construído à la brasileira, parece estar se fragilizando, virando mais uma teimosia que uma idéia com crédito. Havia antes o forte sentimento de sermos parte de um caminho, original e criativo, que trazia a resistência clandestina misturada com uma conquista de legitimidade popular e legal.

E, agora... parece que não há saída! Há a recusa a fazer a política do "menos pior". Afinal, não é pra isso que se pegou em armas em 70, muito menos pra isso que se foi pras ruas em 80, nem pra isso que se disputou eleições em 90! Pra fazer o menos pior havia "eles", "os outros". E agora, parece não se saber mais quem somos "nós", quem são "eles"...

Falam muito em crise política, escândalo político, apatia política... talvez um termo novo a acrescentar nessa roda fosse o de carência política ... que talvez seja a herança mais dura e nociva desses tempos. Carência por significar "dicionaristicamente" a falta de algo, como por popularmente dar a entender um estado emocional e afetivo. Que talvez nos remeta a um outro sentido da política.

"No Brasil, a política só pode ter um sentido -preservar a democracia e construir a república que ainda pertence aos "donos do poder", coronéis, tecnocratas ou o partido da ocasião. Para isso é preciso crescer e incorporar excluídos e desempregados, que não pertencem nem apóiam o sistema. Qualquer outra coisa não tem sentido. O sistema político brasileiro, da forma como está organizado, reduziu os políticos a especialistas em ganhar eleições e a política à rivalidade eleitoral.
Parlamentarismo é solução ? No parlamentarismo, o Legislativo compõe o Executivo e é co-responsável pelas decisões do Executivo. Entretanto, no Brasil, a maioria parlamentar pertence a partidos sem programa, verdadeiras cooperativas reunidas apenas para ganhar eleições. Voto distrital misto? Eleições por listas partidárias? As listas seriam comandadas pelos coronéis do partido, os campeões eleitorais?
Sem reforma, o sentido da política continuará a ser, primeiro, dinheiro para ganhar eleições e, depois, enfrentar chantagem parlamentar e acusações de corrupção. A política fica sem sentido."

January 9, 2006 | 8:36 AM Comments  1 comments

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votar é...

"votar não é um ato ditado pela razão;
é a expressão de um sentimento ou de uma ilusão,
talvez de uma esperança"

Quem será que disse isso?
tcham tcham tcham...
aguardem!

September 17, 2005 | 10:19 AM Comments  0 comments

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